Zinco

Elemento essencial à vida, o zinco é encontrado na corrente sanguínea, como parte da enzima anidrase carbônica, que promove o metabolismo do dióxido de carbono. O metal participa também da composição de algumas enzimas que dirigem proteínas no aparelho gastrintestinal.

Zinco é um elemento químico pertencente ao grupo IIb da tabela periódica (metais de transição), de símbolo Zn. De cor branca cristalina e natureza quebradiça a temperatura ambiente, está presente em diferentes minerais da crosta terrestre em forma de sulfeto (blenda), de silicato (calamita), de óxido (zincita) e de carbonato (espato de zinco). O zinco natural é uma mistura de cinco isótopos estáveis Zn65, Zn66, os mais abundantes, e Zn67, Zn68 e Zn70.

O metal demorou muito a ser isolado, embora fosse conhecido dos romanos, combinado ao cobre, com o qual formava o latão. Paracelso o descreveu como uma forma de cobre e há indícios de que na China e na Índia o zinco metálico era produzido antes do século XVII. Para obtenção do zinco, emprega-se em geral a blenda ou carbonato de zinco. O processo realiza-se em duas fases: (1) ustulação do carbonato (ou da blenda), para transformar o minério em óxido; e (2) redução do óxido, mediante seu aquecimento em presença de coque ou antracito pulverizado.

Para ser inalterável no contato com o ar, o zinco é empregado como projeto de aço contra a corrosão atmosférica. O maior consumo de zinco ocorre na galvanização de tubos, arames, cantoneiras e chapas. Em países frios, as chapas zincadas são usadas para cobrir casas, na forma de telhas corrugadas.

O zinco é ainda usado na fabricação de pilhas, graças a sua reação muito lenta com os ácidos, e no fabrico de ligas (latão, bronze e Zamak). Entre outros compostos de zinco, destacam-se o óxido de zinco (ZnO), usado na vulcanização da borracha, e o sulfeto de zinco (ZnS), que, por ser luminescente, é empregado em mostradores de relógios e em lâmpadas fluorescentes.