Itérbio

Em 1878, de um composto mineral conhecido como terra érbia o químico suíço Jean-Charles Marignac obteve um concentrado que denominou terra itérbia. Este, segundo mostraram o francês Georges Urbain e o alemão Von Carl Suer Welsbach, reunia dois óxidos: o atérbia e a lutécia. Só a partir de 1953, ao obterem preparações puras do itérbio, descobriram-se todas as suas propriedades.

Elemento químico metálico, de símbolo Yb e pertencente ao grupo IIIb da tabela periódica, o itérbio é um dos menos abundantes elementos dos grupo dos lantanídeos ou terras-raras. De cor branco-prateada e brilhante, é mole, dúctil, e maleável, com baixo ponto de fusão. De pouco valor comercial, o itérbio é encontrado, em proporções diminutas, nas areias monazíticas e em minerais como a xenotima, a euxenita o policrásio, a gadolinita e a blanstrandina. Quimicamente estável, reage com a água, liberando hidrogênio, e com ácidos minerais.

O itérbio apresenta sob três formas alotrópicas: a metálica, que ocorre em condições ambientais normais e é boa condutora de eletricidade; a cristalina, que ocorre acima de 798º C; e uma terceira obtida sob pressão que se mantém em temperatura ambiente. Acrescentando em pequenas quantidades ao aço inoxidável, o itérbio proporciona-lhe maior resistência e refinamento granular.

Propriedades físicas e químicas do itérbio:
Número atômico:70
Peso atômico:173,04
Ponto de fusão:824º C
Ponto de ebulição:1.193º C
Densidade:6.972 (25º C)
Estados de oxidação:+2, +3
Configuração eletrônica:2-8-18-32-8-2 ou (Xe)4f145d06s2