Tungstênio

Empregado comercialmente pela primeira vez na fabricação de filamentos de lâmpadas elétricas, o tungstênio foi utilizado em diversas aplicações elétricas e eletrônicas.

Tungstênio, elemento químico de símbolo W, é um metal de transição do grupo VIb da tabela periódica, pertencente à família do cromo e do molibdênio. Foi isolado pela primeira vez em 1783 pelos espanhóis Juan José e Fausto de Elhuyar. Depois anos antes, o químico sueco Carl Wilhelm Scheele havia descoberto o ácido túngstico num mineral hoje conhecido como scheelita, e Torbern Bergman concluíra que um novo metal podia ser preparado a partir daquele ácido. Na Alemanha e em outros países da Europa adota-se o nome volfrâmio para designar o elemento.

Estima-se que o tungstênio esteja presente na crosta terrestre na proporção de 1,5 parte por milhão ou 1,5 grama por tonelada de rocha. O elemento é tão abundante quanto o estanho e o molibdênio. O tungstênio natural é uma mistura de cinco isótopos: O mais abundante dos quais é o W 184, seguido do W 186 e do W 182.

Da coloração entre o branco niquelado e o cinzentado à temperatura ambiente, o tungstênio é o metal de ponto de fusão mais alto, de mais alta resistência a forças de deformação acima dos 1.650º C e menor coeficiente de dilatação. Mediante tratamentos mecânicos a altas temperaturas, torna-se maleável e pode ser reduzido a fios metálicos muito finos.

Seu mais importante composto é o carbureto de tungstênio (WC), usado na fabricação de ferramentas de corte e como abrasivo. O tungstênio é largamente empregado na produção de certos tipos de aço, mas também encontra aplicação na indústria aeroespacial. Os dois minerais de tungstênio economicamente importantes são a volframita e a scheelita.