Estrôncio
Descoberto por Willian Cruikshank em 1787, o estrôncio foi isolado pela primeira vez em 1808 por Sir Humphrey Davy, ao submeter uma mistura úmida de cloreto de estrôncio e óxido de mercúrio a eletrólise, com emprego de um catodo de mercúrio.
Estrôncio é um elemento químico, de símbolo Sr, pertencente à família dos metais alcalino-terrosos, do grupo IIa da tabela periódica. É um metal branco-prateado, maleável, dúctil, bom condutor de eletricidade. Apresenta diversos isótopos, dos quais os de massa 84, 86, 87 e 88 são estáveis e o de massa 90 é radioativo, formado nas explosões atômicas.
Quando exposto ao ar, o estrôncio oxida rapidamente. No ar aquecido, queima emitindo uma luz brilhante e forma o oxido e o nitreto. Reage com a água, produzindo hidróxido e liberando hidrogênio. É menos básico que o bário e mais do que o cálcio. A solubilidade de seus sais é também intermediária entre a dos sais do bário e cálcio. Seus principais compostos são o monóxido, SrO; O hidróxido, Sr(OH)2; o cloreto, SrCℓ2; o clorato, Sr(CℓO3)2; o sulfeto, SrS; o carboneto, SrC2 e o carbonato, SrCO3.
O metal é obtido pela eletrólise do cloreto fundido, ou pela redução do óxido de alumínio. Não é produzido comercialmente em grande quantidades, pois ocorre em pequenas concentrações. Os principais minérios de estrôncio são o sulfato SrSO4 (celestita) e o carbonato SrSO3 (estroncianita). O hidróxido de estrôncio é usado para refinação de açúcar e o nitrato, na produção de fogos de artifício coloridos de vermelho. Os compostos de estrôncio têm escassa aplicação técnica, pois podem ser substituídos pelos os de bário e cálcio, muito mais econômicos.