Radônio

No final da década de 1980, a ocorrência natural de radônio na atmosfera foi reconhecida como ameaça potencial à vida e à saúde. Confirmou-se então que esse gás é a causa isolada mais importante do câncer de pulmão entre não-fumantes, nos Estados Unidos.

O radônio, é um gás radioativo pertencente ao grupo 0 da tabela periódica, do símbolo Rn. Produto imediato da desintegração do rádio, é incolor, inodoro e insípido, além de 7,58 vezes mais pesado que o ar e mais de cem vezes mais pesado que o hidrogênio. Foi descoberto em 1899 por R. B. Owens e Ernest Rutherford.

Com seus isótopos têm vida curta e sua fonte, o rádio, é um elemento escasso, o radônio é raro na natureza. As camadas baixas da atmosfera apresenta traços do elemento, desprendidos da terra e de tochas que contêm pequenas quantidades de rádio, elemento que ocorre como produto da desintegração natural do urânio.

O radônio natural apresenta três isótopos, cada um deles provenientes de um das três séries de desintegração radioativa natural: do urânio, do tório e do actínio. O isótopo de meia-vida mais longa (3,823 dias), o radônio 222, procede da desintegração do urânio. O nome radônio, para alguns autores, é reservado para esse isótopo; os demais seriam chamado de torônio e actinômio.

Embora apresente configuração eletrônica estável, o radônio não é completamente inerte ao ponto de vista químico. Forma um composto, o fluoreto de radônio, aparentemente mais estável que os compostos formados por outros gases nobres reativos, o criptônio e o xenônio. A breve meia-vida do elemento dificulta a pesquisa experimental de outros possíveis compostos, mas amostras concentradas do produto são usadas com êxito em radioterapia e radiografia.