Rádio
A prolongada exposição à radioatividade provocou a morte, por anemia perniciosa, de Marie Curie, uma das descobridoras do rádio.
O rádio, de símbolo Ra, é um elemento químico conhecido por suas intensas propriedades radioativas, que faz parte do grupo dos elementos alcalino-terrosos (IIa) da tabela periódica. É um metal brilhante e branco, quando recentemente preparado. Se exposto ao ar, enegrece. Como todos os isótopos do rádio são radioativos e de meia-vida curta em relação ao tempo geológico, todo vestígio de rádio desapareceu a muito tempo. Assim, o elemento só ocorre naturalmente como produto de desintegração nas três séries de desintegração radioativa: do tório, do urânio e do actínio.
A descoberta do rádio em 1898 se deve às pesquisas realizadas sobre o fenômeno da radioatividade por Pierre e Marie Curie, que o detectaram na pechblenda (minério de urânio). O rádio metálico só foi isolado em 1910, quando Marie Curie e André-Louis Debierne conseguiram sintetizar a substância por eletrólise (passagem de corrente elétrica), a partir de uma solução de cloreto de rádio (RaCℓ2).
Modernamente, o rádio é extraído de vários minerais como a carnotita, o vanadato de urânio e de potássio hidratado, além da pechblenda. Após a aplicação de diversos tratamentos químicos, obtêm-se pequenas quantidades de metal, que é utilizado na ionização de gases como o oxigênio para elaborar ozônio. Era empregado na produção de materiais fluorescentes para painéis e mostradores de relógios, até que se descobriu que a exposição ao elemento provocava sérios danos à saúde. Em sua presença, é preciso utilizar materiais protetores que bloqueiam a passagem da radiação.
O sulfato de rádio (RaSO4) já foi muito usado no tratamento de câncer, graças a sua radiação gama que, enfeixada sobre o tecido maligno, o destrói. Em muitas aplicações terapêuticas, no entanto, o radio foi substituído por isótopos artificiais do cobalto 60 e césio 137, mais eficazes e menos dispendiosos.