Molibdênio

Elemento que durante muito tempo foi confundido com a grafita, o molibdênio tem importante aplicação na indústria siderúrgica como aditivo na fabricação de aços extremamente duros.

Molibdênio é um metal branco-prateado, muito resistente e monos dúctil que o tungstênio, elemento com o qual se parece. De símbolo Mo, faz parte do grupo VIb da tabela periódica e está entre os três elementos de mais alto ponto de ebulição, o que o dificulta acentuadamente seu uso industrial.

Em 1778 o químico sueco Carl Wilhelm Scheele demonstrou a molybdaina – posteriormente denominado molibdenita e que até então se pensava ser um minério de chumbo ou grafita – continha enxofre e possivelmente um elemento químico ainda desconhecido. Outro sueco, Peter Jacob, conseguiu isolar o metal em 1782 e lhe deu o nome molybdus, “chumbo”.

Elemento relativamente raro, o molibdênio não se encontra em estado livre na natureza. A molibdenita é sua principal fonte comercial. Também pode ser obtido da vulfenita e da bowelita, ou como subproduto nas minerações e do cobre. Componente essencial das plantas, atua como catalisador nas leguminosas e auxilia as bactérias a fixar nitrogênio. Alguns compostos se usam micronutrientes.

O molibdênio tem aplicação na produção de ligas ferrosas e não ferrosas, pois as torna mais resistentes à corrosão. Entre os compostos, o mais importante é o trióxido de molibdênio (MoO3), a partir do qual se preparam outros. O dissulfeto de molibdênio (MoS2), parecido com a grafita, é usado como lubrificante ou como aditivo para gorduras e óleos. Outros compostos são amplamente empregados na indústria eletrônica e na produção de pigmentos para tintas e cerâmica.

Propriedades físicas e químicas do molibdênio:
Número atômico:42
Peso atômico:95,94
Ponto de fusão:2.610º C
Ponto de ebulição:5.560º C
Densidade:10,2 (20º C)
Estados de oxidação:0, +2, +3, +4, +5, +4
Configuração eletrônica:2-8-18-13-1 ou (Kr)4d55s1