Germânio

Descoberto em 1886 pelo químico alemão Clemens Winkler quando analisava um minério de Freiberg, da Saxônia, o germânio teve, no entanto sua existência prevista 15 anos antes por Mendeleiv, que o chamou aca-silício.

O germânio é um elemento químico de símbolo Ge, do grupo IVa da tabela periódica, situado entre o silício e os estanho. De propriedades intermediárias entre metais e não-metais, é um metalóide raro, cinza-prateado, brilhante e quebradiço. Não é atacado pelo ácido clorídrico. A solução de potássio ataca-o ligeiramente. Na natureza, o germânio apresenta-se na argirodita (GeS2.4Ag2.S), com um teor de cinco a sete por cento, e na germanita, ou tiogermanato de ferro e cobre (2GeS2.FeS.3Cu2.S). Em minério de zinco, ocorre na de carvão e de petróleo. O elemento é separado dos outros metais do minério por transformação em tetracloreto de germânio e conseqüentemente destilação fracionada do GeCℓ4, que pode ser volátil. A obtenção de germânio se faz por redução do dióxido, com hidrogênio ou carvão roxo.

Em 1954, descobriram-se suas propriedades de microcondutor, de importância revolucionária para a eletrônica. Embora suas outras substâncias sejam hoje usadas como microcondutores, o germânio é ainda indispensável para a fabricação de transistores e de componentes para retificadores de corrente e células fotoelétricas. É usado também como quimioterápico e na química dos organogermânios. O óxido de germânio é empregado no fabrico das objetivas de microscópios e câmaras fotográficas.