Cádmio

Em 1817, o químico alemão Friedrich Stromeyer descobriu o óxido de um novo elemento numa amostra de carbonato de zinco (ZnCO3), utilizado nas fundições de Salzgitter, e deu ao novo metal o nome de cadmium.

Cádmio é um elemento químico, de símbolo Cd, que ocupa, juntamente com o zinco e o mercúrio, o grupo IIb da tabela periódica. É um metal branco acinzentado, dúctil à temperatura ambiente, tão mole que pode ser cortado com a faca, e bom condutor de calor e eletricidade. Muito parecido com o zinco, porém menos reativo – não reage com o oxigênio do ar, mas forma o óxido quando aquecido – o cádmio não se deixa atacar por hidróxidos cáusticos nem pela água, mas reage com seu vapor quando aquecido ao rubro, dando óxido de cádmio e hidrogênio. Reage com os ácido clorídrico e sulfúrico, formando cloreto e sulfeto de cádmio, e com o ácido nítrico diluído ou concentrado.

Encontrado em pequena quantidade na natureza e em geral associado a outros minérios de zinco, como a esfarelita (ZnS), na qual se encontra na proporção de 0,1 a 0,5%, o cádmio ocorre também na forma de sulfeto (CdS), formando a greenockita, minério sem importância comercial. É quase sempre obtido como o subproduto dos minérios de zinco, cobre e chumbo, por destilação em colunas de fracionamento.

Seu principal uso é como anticorrosivo, depositando eletronicamente sobre certas partes de aviões, automóveis etc. Emprega-se o cádmio em ligas de baixo coeficiente de atrito e grande resistência à fadiga; em ligas fusíveis; em baterias alcalinas cádmio/níquel e em reatores atômicos, como o moderador de nêutrons.